sábado, 26 de dezembro de 2015

1920 o charme do século

1920 onde particularmente nasceram os penteados mais charmosos. Resolvi falar sobre essa década belíssima quando conheci as ilustrações de Henry Raleigh (como você pode ver a cima), ele foi um ilustrador que nasceu em 1880 na cidade de Portland, Oregon. Como diz sua biografia, Henry abandonou a escola quando tinha 12 anos para ajudar a família, primeiro ele vendia jornais, depois arrumou um emprego em uma exportadora de café onde trabalhou com marinheiros de todo o mundo, que lhe contaram extraordinárias histórias, imagens que logo ele quis transferir vividas para o papel. 

“Ele foi capaz de impressionar os trabalhadores portuários, bem como seu chefe, o coronel Clarence Bickford. Bickford teve um gosto para esta criança brilhante e se ofereceu para pagar a matrícula de Raleigh para participar da renomada escola de arte de San Francisco, a Academia Hopkins. Desde o início de sua educação artística, ele superou os outros estudantes." A década de 1920 foi a idade de otimismo. As revistas do período cresceu em número de leitores e rentabilidade e assim fizeram os artistas. Raleigh trabalhou em um ritmo febril. Por seu vigésimo quinto ano como artista comercial tinha publicado mais de 20.000 ilustrações; E foram dessas ilustrações admiradas até hoje que tirei enumeras referencias de trabalho, pintura, *penteados*, e principalmente interesse pela arte desta época. Em 1920, na cultura e nos costumes , houve mais liberdade, os filmes de Clara Bow e as comédias de Chaplin, imperavam no cinema. Também surgiram movimentos de arte como o dadaísmo, de Marcel Duchamp e o surrealismo, de Salvador Dalí. No Brasil, entre 11 e 18 de fevereiro de 1922 é realizada, no Teatro Municipal de São Paulo, a "Semana de Arte Moderna", que contou com a participação de escritores, artistas plásticos, arquitetos e músicos.

O que chama atenção nas ilustrações de Raleigh é a forma "Rica" pelo qual ele ilustra a sociedade da década de 20 (lembra as novelas de época da Globo), e no auge de sua carreira foi exatamente para isso que ele foi contratado, para retratar a Alta Burguesia Americana em eventos e celebrações; dando pouco espaço para que ele retratasse o que ele viveu por bastante tempo em sua cidade, pouco espaço que foi sim preenchido, em algumas obras Henry retrata o porto onde trabalhava, os barcos e o mar.
Lembro que cheguei a assistir alguns filmes de Charlie Chaplin, meu pai e minhas tias tinham fitas gravadas e eu só conseguia imaginar como eles tinham paciência de assistir aquela coisa sem áudio, só me interessava o bigode engraçado e o fato de que tudo era em preto e branco, e eu ficava tentando imaginar a cor das flores que a florista vendia; Outra coisa que sempre me chamou atenção para os anos 20 eram as dançarinas, todas aquelas mulheres dançando iguais, com os cabelos iguais (que pareciam estar todos molhados, e eu queria saber como ficava quando secava) super enfeitadas, me indignava que nas novelas aquelas artistas eram consideradas "mulheres sem valor" por não casar e viver para a arte, acho que até hoje em dia poucas mulheres teriam coragem de viver naquelas condições, mas eram aquelas "mulheres sem valor" que entretinham os ricos e está aí mais uma coisa que me chamava atenção nos anos 20, como ainda não existia a televisão as pessoas tinham que sair de casa para fazer algum programa produtivo, seja teatro, espetáculos de musica, festas, cinema ou qualquer coisa mais divertida do que assistir as mesmas coisas só sentados no sofá de casa; acho que todo mundo já teve a impressão de que antigamente tudo era mais criativo, e mais divertido. Por fim, alguns anos mais tarde em 1930 veio surgir o cenário para um dos meus filmes favoritos "A invenção de Hugo Cabret" baseado no livro homônimo de Brian Selznick, sobre um garoto que vive solitário em uma estação de Paris, tentando descobrir um enigmático mistério; mais ou menos ainda neste época venho à acontecer a animação "A princesa e o sapo" da Disney, que se passa por volta de 1930 na cidade de Nova Orleans, berço do Jazz, uma animação que também apresenta todo charme disposto pela época. Pouco antes em 1905 havia falecido um dos meus autores favoritos, Júlio Verne até citado em A invenção de Hugo Cabret, que também usou de boa forma da criatividade, elegância, carisma, inteligencia e audácia daquela época  (ainda vou falar muito sobre ele por aqui).
Por fim, eu fico por aqui dizendo que penso em escrever, aqui, um drama Ultrarromântico inspirado nas ilustrações de Henry Raleigh, talvez daqui a uns meses vocês estejam lendo algo relacionado a seus diversos esboços; e no meu Flickr (link nos botões de redes sociais aqui do lado) tem alguns edits das ilustrações e várias outras imagens ;) Até mais.

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